Humilhação

by matheuslopers

O próximo passo de todo intelectual é a ignorância
A presunção de conhecimento e soberba de não saber transmitir
O mundo precisa do simples
Do simples e profundo
Como o poeta que admiro sabe fazer
Mas quem sou eu para falar de saber?
Dilatar o conhecimento de outrem
Eu que não penso, mas sinto
Eu não clareio os pés, mas minto sobre os umbigos
Para meu peito não sangrar mais uma vez
E na tentativa de no breu me achar, me perdi na luz.
Eu não sei quem eu sou, só sei quem eu sinto ser.

Quem sabe um dia paro de pensar e encontre um amor avassalador
Que me rasgue a roupa, puxe o cabelo e não me fale de amor
Um gostar sem nome, mas conhecedor de minhas entranhas
Que me faça para de sonhar
Que me faça morder o travesseiro
Que me faça desejar morrer
Pois a plenitude do viver já atingi
E ninguém pode ser tão feliz.

Deve-se parar de esperar o desconhecido e fazer por si mesmo.

Mas vou acordar coberto dos pés a cabeça
Publicar qualquer asneira
E viver com esse desejo intimo de ser intimo de alguém.
Por favor, olha pra mim.