Bruno II

by matheuslopers

Sou escravo alforriado, submisso algemado e imerso no gostar
Por horas triste, solitário, amargurado e entediado do viver
Deve ser pela boca do estômago que as borboletas entram e saem
De tanta mudança em você me fechei numa vida simples e clichê
Aprender que não é gula chupar uma laranja inteira
Aprender a ser inteiro e não aceitar metade de você
Cabelo molhado de suor, coração bombeando amor
Sou visita dentro do seu íntimo
Sou a morada usurpada de você.
Sem rima no fim
Sem graças aqui
Final.