Talvez o fim, talvez solidão

by matheuslopers

Talvez, talvez tudo isso um dia faça sentido e eu consiga me debruçar no seio do amar.
Talvez, talvez eu não me sinta tão sozinho em outra dimensão, e não procure nos outros o que falta em mim. Em uma busca incessante em preencher meu vazio emocional com você, que me equilibra e dentro da escuridão dos seus cabelos me faz um repouso.
Talvez um dia eu cresça, não lhe cause tanta confusão, repulsa e da minha luz e caridade vai poder afagar.
E em uma vida com exaustivo ‘talvez’ me questiono sobre o céu, o mar e sentimentos humanos. Acho que não sou digno de mar, de sentir suas ondas me acalentar. E tudo que vivo dentro do meu peito vai se enterrar em minha cova. Estou a todo momento tentado ser forte e conseguir continuar vivendo, mas estou triste aqui um pouco acima do meu centro, bem dentro. Não sei se tenho determinação de continuar seguindo, de continuar aqui. Ultimamente penso tanto em desistir e esse universo não mais frequentar.
Eu esse humano indigno do mar, amar, do tocar e do fazer sexo com carinho. Indigno da cores dos sentimentos, dos cheiros das palavras e dos toques no escuro, grita na escuridão por algum tipo de salvação vinda dos céus ou das ilhargas de algum pagão.
Por favor, alguém escuta meu rugir.
Talvez eu deva ser forte, esperar o universo, rezar para o mar e esperar pelo o dia que o amar vai invadir meu coração e roubar os espaços ocupado pela solidão.