Você, meu amante

by matheuslopers

Eu sempre procurei uma pessoa que me amasse acima de qualquer expectativa, que gostasse de minha companhia e que aturasse minhas piadas sem graças e inconvenientes. Alguém que me amará quando eu não for mais jovem, cheio de energia e bonito. Que revirasse minha vida de tal maneira, que eu não fosse mais lembrar de como ela era antes. Eu encontrei você.
Era um dia chuvoso, como todos os finais de semana que pensávamos em nos encontrar, onde o céu limpava as nossas almas de todo o sofrimento e amargura recolhido durante a caminhada existencial. Onde o céu limpava nossos corações para esse encontro celestial, encontro de dois espíritos predestinados a amar um ao outro. Eu lhe vi, escondido em meio aos seus amigos, porém sua luz explodia e resplandecia em todo aquele lugar. Eu lhe vi, caindo, escorregando e sendo esse ser sidéreo. E te vi, ainda mais lindo, com aquelas luzes foscas iluminado sua pele. Posteriormente, veio a se revelar para mim que as luzes do sol em sua pele faz morada e prefulgura ainda mais. Definitivamente um príncipe iluminado por astros aquarianos, os astros do fim e do inicio de uma nova era.
Incendeia, incendeia. Ser emergido em toda essa confusão de sentimentos está valendo à pena, é como dirigir uma bicicleta sem freio em uma ladeira, nunca se sabe o que lhe espera no final. Enquanto desço essa ladeira, em velocidade alucinante, os seus raios de sol iluminam os meus olhos clareando para uma realidade que a muito tempo eu não queria enxergar. Você me ilumina, me queima, consigo ter orgasmo múltiplos de felicidade. Uma mariposa atraída pela luz do teu amor.
Desde do dia fatídico do cruzamento de nossas histórias, não há um só dia dia que não deseje seus amplexos apertados, sua cara de sono, seus comentários sobre Woody Allen, o leve agudo que sua voz faz quando acha alguma coisa é absurda e sua ilharga sob meu regaço.
Somente esses dias longe de sua pele e do som da tua voz trouxe o sentimento chamado saudades para conduzir meus dias de amante teu. Sua beleza é proporcional a sua complexidade. Antes que me corrija, você é complexamente comum. E não canso de gritar para o mundo que sua espessura combina exatamente com meu jeito.  E não admito que assuma isso como fim, que admita que nossa paixão não discreta cheio ao seu fim. Pare, meu amante.
Não tem como preencher as dimensões de meu coração que é seu. Não tem como dizer ‘até logo’ para todo esse sentimento, para essa paixão.  Não tenho como parar seu samba debaixo do chuveiro. Segura no meu braço, perdoa esse dramalhão e fica aqui comigo, meu amante.
Abre teu peito. Dar um sorriso. Estou voltando para casa, em seu coração que é minha vivenda.