Bruno

by matheuslopers

Continuou deitado, imóvel e sem perspectiva. Seus olhos? Eles, os mais lindos, mostravam sua alma pálida e agitada procurando à luz que já havia esvaído daquele recipiente. Seu corpo era amável, imundo e pecaminoso para o mundo, sonhava com anjos e estava rodeado de monstros, o sugando, levando todos os seus sentimentos bons que ainda restavam. Pobre iludido! Quando perceberá que sua vida está sendo vão. Pobre espirito! Aprisionado nessa matéria destruída.
A primeira brisa do amanhecer tocou sua pele e toda agitação e a briga entre o espírito e carne cessaram. Como se toda dor nunca tivesse acontecido. Então, os raios de sol aqueceram a pele do corpo em putrefação, e ele sentiu a vida de novo. Sentiu alegria, sentiu tristeza e sentiu o amor com caminhar dele em sua direção. E por um instante, a guerra em sua mente e desejos suicidas acabaram. Não há luz sem trevas, mas não há trevas na luz. OPOSTOS, e somente por isso, eles eram almas gêmeas.