Essa é uma história sobre um príncipe mimado e desastrado em conjunto de um plebeu que não acreditava no amor.

by matheuslopers

O jovem rapaz continuava caminhando com o coração no bolso da calça jeans, achava que assim jamais poderia se machucar novamente. Orgulhava-se de não se apaixonar, jamais amar, pois esse jogo de sedução e entrega machuca e faz seu paraíso pessoal se sucumbir e queimar. Até o próximo nascer do sol, que diga-se de passagem, estava cinza.
O céu estava escuro, porém, o sol já havia nascido. O jovem rapaz, que não gostava de se apaixonar, avistou em meio a multidão de almas juvenis em procura de sentido na vida, um moço de olhos lindos, de gestos meigos e desastrados. Estranho ele se sentiu, coração disparado, mão gelada e trêmula. Por instantes, acreditou que sua pressão baixou ou que estava morrendo por alguma doença rara. Mal sabia ele, pobre coitado, que estava encantado, ou melhor, apaixonado por um Humano atípico, que estava pintando seu mundo preto e branco de colorido. Não novamente, pois o sentimento de agora era único, sincero e gostoso.
Com o primeiro olhar e sorriso meigo daquele Humano atípico seu mundo foi em chamas e todas as suas crenças sobre amor, paixão e outras drogas foi ao chão. Logo ele que sempre o foi o conselheiro dos amigos, o sabichão sobre o amor, sem amar, estava apaixonado.
Se tornou bobo e qualquer coisa referente ao Humano atípico o faz sorrir e querer viver, só que viver ao lado dele. E por entre toques das mãos, pernas, sorrisos e conversas sobre o mundo, ele foi se entregando, desejando todos aqueles sorrisos e olhares tímidos. Confirmando a tese que nada na prática é igual a teoria. Principalmente lances do coração.
Agora o jovem está deitado no sofá, imaginando mil planos, imaginando mil maneiras de não perder aquele pequeno príncipe desastrado, vindo de qualquer reino encantado, que foi mimado por uma rainha dócil, em uma família real. Agora o jovem está deitado em sofá qualquer, pensando em mil maneiras de encantar o príncipe, que só havia trazido alegria a sua vida, ou melhor caro leitor, ele havia trazido o jovem a vida. Afinal, existe vida sem amor? Ele ainda não sabia responder tais questões e esperava que a vida, mundo e o universo fossem bons com eles dois. Pois, só queria fazer alguém feliz e vencer ao lado deste alguém, sem se importar com as dificuldades que haverá de ser vencidas com esse sentimento bom e gostoso de ser sentido.
Isso não é o fim, e sim, o começo de uma história. Começo de um contos de fadas real, com príncipe, plebeu, rainhas e reis. É uma história de amor para uma nova era.